Micro e pequenas empresas capixabas já respondem por mais da metade das exportações no ES

Nunca a expressão “o mundo na palma da mão” foi tão verdadeira. Com as redes sociais, qualquer smartphone se transforma numa grande sala de convivência, onde pessoas de diversos lugares do planeta se conectam. Na verdade, pessoas e empresas.

E quem tem se utilizado muito destas facilidades são as micro e pequenas empresas (MPE), que encontraram na exportação uma forma de driblar a crise econômica que se instaurou no Brasil nos últimos anos. E as MPE capixabas não ficam fora desta tendência.

De acordo com dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), as micro e pequenas empresas já são mais da metade (56,2%) do total de exportadores capixabas, respondendo por 1,3% das exportações, em termos de volume financeiro. No ano passado foram 438 exportadores desse porte, cujo valor exportado foi de US$101,0 milhões.

O quadro se confirma quando analisamos em nível nacional. No Brasil, são 13.801 empresas de micro e pequeno porte que comercializam com o mundo, 63,5% das empresas exportadoras brasileiras. Em 2017, as micro e pequenas empresas movimentaram US$ 2,3 bilhões em exportações, 1,0% das exportações nacionais, de acordo com dados da Funcex.

Apesar da crise financeira, o número de pequenos negócios exportadores aumentou de 8 mil, em 2016, para quase 14 mil empresas, em 2017. “A tendência é que este número continue crescendo, pois hoje as MPE têm maior facilidade para acessar compradores internacionais, até por meio da internet e das mídias sociais.”, explica o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Um exemplo é a P&X Indústria, empresa capixaba pioneira na fabricação de películas de proteção para celular no país. Com sede no município da Serra, o empreendimento comandado por Felipe Garbo exporta para cidades da América Latina, sendo Buenos Aires o principal centro comprador, e iniciará em 2019 suas vendas para o mercado norte-americano. Os primeiros contatos de Garbo com seus representantes foram via redes sociais, onde compartilhou vídeos de testes de resistência e demais informações sobre o produto. “A Internet é uma grande aliada para chegarmos ao mercado externo. É uma poderosa ferramenta de expansão para qualquer negócio. Com ela superamos as barreiras entre cidades, estados e estamos chegando com sucesso a outros países”, avalia o empresário.

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