Startup do ES inova ao lançar películas de smartphones com tecnologia exclusiva

A paixão dos brasileiros por celulares não é nenhuma novidade. Dados da Anatel indicam que o país terminou julho de 2018 com 234,7 milhões de celulares em funcionamento, o que significa mais de um aparelho por habitante (em agosto de 2018, o IBGE divulgou que a população do Brasil está em 208,4 milhões de pessoas). Além de ser uma ferramenta de extrema utilidade para a comunicação diária, o celular – principalmente os chamados smartphones – são verdadeiros companheiros na correria do dia-a-dia, servindo também de TV, rádio, mapa, bloco de anotações, entre outras funcionalidades, além da infinidade de jogos e aplicativos.

Tanta utilidade e dependência justificam investimentos que podem ultrapassar facilmente a faixa de R$ 5 mil. O que também justifica que o proprietário queira cuidar muito bem do seu aparelho. E neste quesito existe uma diversa gama de produtos disponíveis no mercado, entre eles estão as películas protetoras.

Com a proposta de proteger a tela do celular de arranhões, impactos leves e médios e até mesmo de possíveis quebras, as películas de proteção são os acessórios mais requisitados no momento. Comumente, as películas são feitas de vidro temperado ou algum tipo de plástico e, no Brasil, a grande maioria delas é importada da China. Mas, há pouco mais de um ano, uma startup brasileira vem inovando o mercado com um produto de tecnologia exclusiva: o nanogel.

A startup P&X, localizada no Espírito Santo, é pioneira na fabricação de películas protetoras de celular no Brasil e a única a utilizar o Nanogel em seu processo. Felipe Garbo, fundador da companhia, afirma que o produto oferece transparência, sensibilidade ao toque, proteção contra arranhões, perfurações e impactos, além de um resistente revestimento oleofóbico.

“A nossa equipe de desenvolvimento, em conjunto com cientistas chineses, chegou numa formulação única de Nanogel e nós patenteamos o produto. Em parceria com o SENAI, realizamos toda uma série de testes de resistência, elasticidade e durabilidade da película até chegarmos à composição final. A nossa intenção foi criar um material mais puro e resistente, que ao mesmo tempo tivesse um bom custo-benefício para o consumidor. E é isso o que estamos entregando ao mercado hoje: um produto de fabricação nacional, com certificado de garantia e o melhor custo-benefício existente.”, afirma Felipe Garbo, fundador e diretor executivo da P&X Indústria, Tecnologia e Comércio.

Em funcionamento há pouco mais de um ano, a P&X teve um investimento inicial de R$2,5 milhões em equipamentos de alta-tecnologia, importados da China, que garantem uma capacidade de produção de oito mil películas por hora. A fábrica conta com apenas oito empregados e funciona num galpão de 5.000m². O produto já é vendido em todo território nacional e para alguns países da América Latina, sendo a Argentina a sua maior importadora. A expectativa é de que a empresa encerre o ano de 2018 com o faturamento R$ 1 milhão em vendas. E, para 2019, a meta da empresa é alcançar o mercado dos Estados Unidos.

“Nós temos um planejamento de ampliar ainda mais a nossa presença no mercado latino-americano e iniciar em 2019 as vendas para o consumidor norte-americano. Já estamos criando uma rede de representação e negociando com grandes varejistas. Temos um produto de extrema qualidade e com totais condições de competir com as películas de proteção que são comercializadas por lá, inclusive com preços mais atraentes.”, diz Garbo.

De posse de uma tecnologia exclusiva, a P&X ainda estuda a aplicação do Nanogel em diferentes superfícies para ampliar o leque de produtos oferecidos ao público em breve.

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