Grupo de lideranças capixabas participa de imersão no ecossistema de startups de Israel. Veja os depoimentos!

Um grupo de empresários capixabas passou por uma experiência de imersão no ecossistema de startups de Israel, um dos maiores polos de inovação no mundo. O objetivo foi conhecer e atualizar temas relevantes para a competitividade da indústria capixaba, mostrando a importância do Estado na criação de condições para as empresas inovarem, como fez Israel, berço de empresas como Waze, Viber e Wix.

A 16ª Edição do Programa de Imersões em Ecossistemas de Inovação é promovida pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Estado (Senai-ES), e consiste em capacitação em um período de 6 dias na cidade de Tel Aviv. Os empresários ficaram na cidade do dia 18 até esta quinta-feira (23).

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A intenção foi mostrar aos capixabas como funciona um dos principais ecossistemas de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo. De perto, eles puderam entender os caminhos e ferramentas utilizadas pelos israelenses para que suas empresas se tornassem referência nessa área.

Participaram da experiência representantes das empresas VALE, ArcelorMittal, EDP, Fibrasa, Samarco, Volare/Marcopolo, SENAI/ES, Universidade de Vila Velha, Sicoob, Companhia de Desenvolvimento, Inovação e Turismo de Vitória, Sigmais, Grafitusa, Buaiz Alimentos, Governo do Estado do Espírito Santo, Faesa, Sebrae ES, Azys Inovação e WIS Educação.

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O grupo de capixabas percebeu que Israel é um país que se preparou para o protagonismo nos últimos anos, mesmo estando em terras cercadas de ameaças por todos os lados, de disputas acentuadas por fatores políticos, econômicos e religiosos. Os empresários entendem que há um ecossistema bem instalado na região, construído no conceito de “Hélice Tripla”, isto é: setor privado, Governo e academia, que cumprem seus papéis, integrados em um nível de cooperativismo muito forte. Por ser um país pequeno, a empresa tem que crescer já GLOBAL.

Veja abaixo o depoimentos dos empresários capixabas em Israel:

“A visita a Israel é um marco para o Ecossistema Capixaba. Como eles, poucos povos enfrentaram desafios tão gigantescos, com tamanha persistência e estratégia, compartilhando propósitos. Eles transformaram crises em oportunidades e nunca aceitaram a palavra impossível como limite. É apenas distante no tempo. Para nós, do MCI, foi bom perceber que temos um grande desafio, mas perfeitamente possível. Precisamos compartilhar os sonhos, pensando grande, sistemicamente e com olhar no futuro. É esquecer o eu e pensarmos em nós, no futuro!”.

Jardel Ferreira, Arcelor Mittal.

” Chama a atenção a coesão e convergência que eles construíram com todos os atores do ecossistema (empresas, academia, startups, founding…). Todos trabalham numa só direção para entregar o que é de melhor. No Espírito Santo, pela primeira vez, estamos tendo um guarda chuva, que é a Mobilização Capixaba pela Inovação, na qual os diversos atores do ecossistema estão sentados e trabalhando de forma convergente para produzir melhores entregas e colocar, definitivamente, o Espírito Santo no mapa da inovação do Brasil”.

Luiz Henrique Toniatto, diretor do Sebrae/ES.

“Conhecer alguns atores do ecossistema de inovação de Israel nos faz perceber, rapidamente, que o país tem direcionamento claro, investe em pessoas, pesquisa, desenvolvimento e inovação, tem aptidão ao risco e conecta, com muita maestria, as indústrias, as universidades e o governo. É um país inovador, com pessoas curiosas, críticas e provedoras de soluções para os problemas percebidos. Os resultados obtidos, com sua forma de atuação, servem de inspiração para outras localidades”.

Suely Lima Pereira, gerente executiva de inovação da CNI.

” O ecossistema de Israel é inspirador, não só pelas instituições, métodos e processos que realmente funcionam, mas, especialmente, pela cultura que promove e fortalece o processo de inovação. É inspirador também, principalmente, pelo foco de todos os atores na formação de talentos para inovar. É impressionante como todos os atores colocam as pessoas como centro de todo o processo. A gente vê a dinâmica de tudo isso acontecendo e fica claro para nós que tudo é um processo de médio e longo prazo. Foram uma série de ações construídas a longo prazo para gerar os resultados que eles têm hoje. Vejo que Israel traz para nós muitos ensinamentos que são sonhar grande, mas sonhar grande juntos, de mãos dadas, conectados e fazendo o ecossistema acontecer”.

Juliana Gavini, diretora de Inovação do SENAI-ES.

” A experiência tem sido incrível. A conexão, o fato de estarmos num grupo diverso, composto pelas cinco hélices, que são pilares do ecossistema, é fundamental. O fato de ouvir cada um, processar isso, fazer nosso dever de casa enquanto academia, olhar pra dentro e colocar isso para os nossos alunos é importante para agregar à formação deles, que serão novos talentos para o ecossistema capixaba. O principal objetivo que a Faesa busca nessa missão é diminuir o ‘gap’ entre academia e mercado. Mais do que no Vale do Silício, isso aqui em Israel fica muito claro: a questão do método”.

Bianca Souza, gerente de Inovação do Centro Universitário FAESA.

“Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Sonha que se sonha junto, é realidade. Estamos começando a realizar o sonho do ecossistema de inovação capixaba, porque sonhamos juntos. E ao realizarmos esse sonho, fundamentado na aglutinação e complementação dos atores, começamos a transformar o amanhã”.

Charles Martins, Arcelor Mittal.

” Essa missão está sendo muito inspiradora. Israel é um exemplo de um país que não tem nada em termos de recursos naturais e conseguiu se transformar em um país que tem um enorme número de startups e que tem uma visão global sobre o mundo. Acho que é isso que temos que aprender com eles. É possível construir isso no Espírito Santo. Nosso estado tem essas condições todas para ser mais inovador”.

João Brito Martins, diretor geral da EDP no Espírito Santo.

” Tem quatro aspectos dessa visita que me surpreenderam bastante. O primeiro deles é melhor uma visão do que é Israel. Entendo que o pais está divido em quatro pilares: a tradição, a escassez, a inovação e a segurança. A tradição e a escassez estão aqui desde sempre, mas me parece o que dirigiu o Israel moderno é uma preocupação crucial com a inovação e a segurança. Nesse contexto, a inovação surge exatamente para dar suporte à segurança e remover o problema da escassez. A segunda questão é o papel das universidades, que possuem conhecimento profundo no limite da fronteira. A terceira coisa é o empreendedorismo deles, que move tudo isso. Em quarto lugar, destaco que eles estruturaram os canais de transferência de conhecimento para o mercado, através dos núcleos de inovação deles, que são os organismos vinculados às universidades”.

José Carlos Boff Buffon, UVV.

” Israel é tecnologia, é desafio, é um direcionamento estratégico bem estabelecido, é a inovação acontecendo em todos os ramos da sociedade e é um alto nível de eficiência, em um conjunto de regras e atores muito bem direcionados para transformar o país através de inovação e tecnologia, numa sociedade que pode encontrar soluções não só para Israel, mas para o mundo. Não é incomum se ouvir aqui que, pelo tamanho do país, Israel se obriga a pensar soluções para o mundo. É realmente impressionante e disruptivo”.

Jorge Fernandes, assessor de Transformação Digital da Vale.

“O que mais tem me impactado na visita a Israel é a formação. Homens e mulheres, na plenitude da juventude, após concluir o ensino médio (similar) frequentam, no mínimo, 3 e 2 anos respectivamente, o ensino no exército israelense. Não é o modelo militar de ensino. Trata-se de exercitar uma cultura que, para todos, tem valor e é modo de amadurecimento. Daí saem pra conhecer por 1 ano outros países, retornam e fazem seus estudos de formação, mas já com o pensamento centrado no que vai fazer e qual o impacto de seu saber para a humanidade”.

Cleto Ventorim, presidente do Sicoob.

“A inovação em Israel tem que ser vista por nós como um benchmarking, mas um benchmarking cuidadoso, porque temos que considerar nossas características locais e também a nossa cultura. Outra questão debatida é a necessidade de levantar quais são as situações emergentes que queremos um investimento agora para um resultado futuro. Acho que essa imersão está servindo para adquirir um conhecimento amplo, do qual economizamos tempo de estudos em somente alguns dias de imersão. O fundamental desse encontro é a possibilidade de nos conhecermos, reconhecermos, identificarmos sinergias e perceber que todos queremos ir para o mesmo caminho. Porém, temos que tomar cuidado para que esse caminho não termine em um aeroporto de retorno”.

Cristina Engel, secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia.

“Em Israel nós vimos uma nação que usou o rigor e disciplina militar como base para todos os cidadãos, para criar uma sociedade inovadora e empreendedora, mantendo o respeito, a diversidade e a liberdade. A igualdade e união como nação vem como resultado dessa combinação”.

Wilson Calmon, Sigmais IoT Company.

“Essa imersão está sendo um grande marco. Atores importantes do nosso ecossistema vieram conhecer uma referência no mundo, que tem muitas lições e métodos para nos ensinar como evoluir ainda mais o nosso ecossistema de inovação. Israel tem uma sociedade unida em torno do tema. Todos falam muito em startups, inovação e criar coisas de impacto global. Vemos muito pragmatismo, que é muito forte na cultura, bem como a formação de talentos. Saímos com bastante lição daqui. Acredito que estamos no caminho certo e temos certeza de que teremos muitos desdobramentos no nosso ecossistema de inovação”.


Matheus Freitas, diretor regional do Senai-ES.

Acreditamos firmemente que a inovação pavimentará o novo ciclo de desenvolvimento do Espírito Santo. Em Israel entendemos e aprendemos como um mindset coletivo que valoriza o empreender, a cooperação das partes, a tratativa direta, a disciplina da execução, o assumir riscos e a ambição de comercializar com o mundo é poderoso. Um verdadeiro exemplo para nosso Estado! Assim, nós acreditamos também que, com o avanço da Mobilização Capixaba pela Inovação, evoluiremos mais rápido esse ciclo de desenvolvimento no Espirito Santo. O Sistema FINDES acredita e tem colocado esta pauta como prioridade. Vamos além!

Léo de Castro, presidente do Sistema Findes.

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