Tecnologia traz recordista mundial ao ES para conseguir alta performance

O nadador Andrii Govorov esteve em Vitória para passar por monitoramento por biomarcadores. O trabalho desenvolvido pelo fisiologista Helvio Affonso vai monitorar a performance e todas as capacidades físicas do atleta, ajudando a elaborar estratégias que resultem numa evolução contínua, com resultados e segurança.

O fisiologista desenvolve há mais de quatro anos o trabalho com o nadador e seu técnico, Arilson Silva, e o uso de biomarcadores tem sido inovador e com muitos resultados positivos, dentre eles, o recorde mundial nos 50 m borboleta do ucraniano. O foco agora são as Olimpíadas 2020, em Tóquio, Japão. Andrii foi finalista Olímpico Rio 2016, e é multi campeão europeu.

Por conta dos resultados obtidos com os biomarcadores, Helvio tem sido chamado para palestrar em países europeus. “Essa expertise que está sendo produzida por nós, em terras brasileiras, permite que possamos elevar o nível do Brasil também fora dos campos, quadras e piscinas. Estamos falando de ciência do desporto, que dá subsídios para os nossos atletas irem além”, afirma.

Dentre as informações verificadas nas análises, estão os níveis de desgaste muscular do nadador, assim como os níveis de processos inflamatórios e a hidratação, proporcionando um relatório completo, incluindo se há necessidade de alguma intervenção nutricional identificada pelos biomarcadores. Mais do que apontar as chamadas “cargas externas” (força, potência, velocidade, resistência, etc.), os biomarcadores permitem monitorar as cargas internas, verificando o real desgaste atleta e, assim, tornando possível a prescrição de treinamentos que potencializem a sua performance.

Helvio Affonso explica que o conceito fundamental do trabalho é identificar qual o “preço fisiológico” que o atleta “paga” para produzir os indicadores de carga externa (força, velocidade, resistência, potência etc.). “Geramos dados preciosos para as tomadas de decisão da equipe multidisciplinar. É como se antecipássemos a recuperação antes do “cansaço” acontecer, ou seja, antes de o corpo sinalizar, já recuperamos. Isso minimiza a possibilidade de queda de performance ou overtraining”, ressalta Helvio.

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