Empresários capixabas visitam ecossistema de inovação mineiro

Um grupo de empresários capixabas, formado por Rafael Miranda, Leonardo Carraretto, Felipe Ramaldes, Fabricio Matos, Rodolpho Mathias, Alexandre Soares e Júlia Caiado, esteve em Belo Horizonte para a Innovation Experience BH-Vale da Moqueca.

Em Belo Horizonte o grupo visitou a o parque tecnológico BH Tec onde foram recebidos pelo CEO Roberto da Silva Bigonha. O parque foi construído com recursos do governo estadual e federal em terreno cedido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Apesar dos desafios de localização e dificuldades de custeio, desde a criação do BH Tec muito se produziu ali dentro, foi investido R$52 milhões em pesquisa e desenvolvimento pelas empresas ali instaladas, sendo parte deste valor através de recursos de fundos públicos que empresas dali possuem acesso facilitado – custo de 9% a.a..”, explicou Alexandre Soares.

Atualmente são 270 empregos diretos e os negócios instalados já geraram R$52 milhões de impostos recolhidos aos cofres públicos. No período de 5 anos de criação foram concedidas 10 patentes de 37 aplicações. Além disto, 388 novos produtos ou serviços foram lançados e quase 200 novos processos.

O perfil das iniciativas em sua maioria é de pequenas empresas, dos seguintes ramos de atividade: automação industrial, associação, biotech e saúde, Engenharia e eletrônico, automação residencial, desenvolvimento de negócios, nanotecnologia, energia renovável, análise de créditos, inteligência artificial e outras.

Em seguida, o grupo foi o Banco Inter. Fundado em 1994 como financeira, em 2008 se tornou Banco Múltiplo e em 2014 começou a operar com contas digitais. Até 2017 era chamado Banco Intermedium, banco que surgiu de dentro da construtora MRV. O banco tem por objetivo ser o maior banco de Startup a nível Brasil e hoje já é um dos maiores bancos nesse sentido. “Foi muito bacana ver que este banco têm um mindset totalmente voltado para a nova economia de Startup e inovação, levando tudo para a área digital.” Disse Rafael Miranda, da Origens.

Órbi

Dali seguiram para a Órbi, que é uma espécie de incubadora do São Pedro Valey e que tem como mantenedora o banco Inter, Localiza e MRV. “A ideia da Órbi é ser um espaço colaborativo de fomento à inovação e ao empreendedorismo. Onde startups de diversos níveis de maturidade, possam ter um ambiente favorável e fértil em conexões que permitam seu crescimento e sucesso. Objetiva-se sempre sinergia, troca de conhecimento, encontros e parcerias que geram valor para o negócio, gerar impacto social positivo e desenvolver mercados.” Lembrou Alexandre.

O grupo foi recebido pelo co-fundador da Órbi, Pedro Menezes, que falou sobre o movimento San Pedro Valey, que segue a mesma linha do Vale da Moqueca que está em construção no Espírito Santo.

Finalizando o dia o grupo conversou com o Mateus Catec, responsável pela Neo Ventures. Uma Startup que aproxima grandes empresas de Startups novas e com isso podem vir a ser a solução para alguns problemas encontrados nessas grandes empresas. É mais fácil investir em startup do que criar uma solução do zero para os problemas que as grandes empresas encontram dos mais diversos tipo de problema.

“Esta foi uma experiência muito enriquecedora. O ecossistema de inovação de Belo Horizonte já é bastante maduro e mais uma vez comprova a importância do tripé da iniciativa privada, da gestão pública e parte acadêmica. Esse tripé é crucial para o desenvolvimento de um ecossistema de inovação.” disse Rafael Miranda, que lembrou ainda que “este tipo de missão empresarial é uma forma de criar um atalho para que a gente não erre no desenvolvimento do ecossistema do Vale da Moqueca. Conseguimos ver o que foi feito e deu certo e no que eles erraram, e assim diminuímos o risco de cometer os mesmos erros”, finalizou o empresário.

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